Orion [2017] – Review | Arlequins.it

Michele Merenda em Arlequins.it

Dopo un inizio avvenuto nel 2012 avvicinandosi al sound di Pat Metheny, i cugini Daniele Leite (chitarra) e Thiago Albuquerque (tastiere) hanno consolidato il proprio stile grazie all’ascolto di Pink Floyd, King Crimson, Yes ed in generale di altri grandi nomi del prog anni ’70. Il gruppo è stato poi completato con il batterista Henrique Penna ed il bassista Mario Neto, poi sostituito dall’attuale Priamo Brandão; quest’ultimo figura in copertina e non si fa menzione del suo predecessore, anche se sul relativo bandcamp è Neto – pur figurando come ospite – a comparire in ben cinque pezzi, mentre Brandão figurerebbe solo nel sesto brano. A parte questa puntualizzazione, il quartetto brasiliano esordisce con un lavoro strumentale, le cui atmosfere da prog sinfonico guardano chiaramente verso le profondità cosmiche. È un approccio rilassato, che oltre agli stessi Yes ha come punti di riferimento i Camel più “celestiali” e gli Happy the Man. Il livello non è certo quello dei modelli originali, ma il lavoro si fa ascoltare piacevolmente. Due lunghi brani posti all’inizio e alla fine, “Órbita” e la title-track, quasi dieci minuti la prima e poco più di tredici la seconda, in cui viene racchiusa per intero la proposta della band carioca. Sono i pezzi in cui ci si propone anche con passaggi più difficili, cambiamenti di registro, fasi soliste ed esplorazione di capacità espressive, anche se a volte – soprattutto nella prima traccia – si tende ad essere un po’ troppo ripetitivi e sarebbe stato bene sintetizzare senza rischiare di dilungarsi troppo. Se il brano d’apertura denota una grande serenità che spinge proprio a guardare verso il cielo stellato, quello di chiusura alterna fasi anche tendenzialmente epiche, a tratti dal sapore drammatico, non disdegnando passaggi più duri.

Nel mezzo ci sono altri quattro pezzi, oscillanti tra i tre e i cinque minuti. “Abismo Azul” è una composizione romantica e sognante che si apre con tanto di pianoforte, proseguendo tra synth (un po’ troppo acuti) e qualche spunto di chitarra, mentre la seguente “Aquântica” è decisamente più diretta, fin dall’intro di tamburi. Albuquerque è sicuramente il protagonista indiscusso, ma di certo non guastava un intervento delle sei corde a dare maggior varietà alla composizione, elemento che spesso viene a mancare. “Salinas” è più scanzonata e raffinata, tendente al

jazzy da locale notturno della società “bene”, con il basso molto presente, apripista della successiva “Chronos”, in cui finalmente Leite decide di mettersi in mostra.

Una produzione limpida, con suoni nitidi e profondi in cui risaltano i particolari, quasi da gruppo space, come in effetti l’ispirazione dell’album sembrerebbe suggerire. Si diceva che l’ascolto è molto gradevole, fattore che non si può non ribadire. Un esordio più che discreto, molto melodico ma comunque non stucchevole (se non a brevi tratti), che non a caso in Europa ha destato le attenzioni della francese Musea. Per il proseguimento, occorre adesso trovare nuovi elementi che arricchiscano di contenuti anche le composizioni più brevi.


Michele Merenda em Arlequins.it

Depois de um começo em 2012 aproximando-se do som de Pat Metheny, os primos Daniel Leite (guitarra) e Thiago Albuquerque (teclados) consolidaram seu som sob influênica de Pink Floyd, King Crimson, Yes e outros grandes nomes do prog dos anos 70. O grupo foi então completado com o baterista Henrique Penna e o baixista Mario Neto, mais tarde substituído pelo atual Priamo Brandão. Este último está na capa do disco, e no BandCamp o indicado é Neto – que  aparece em cinco músicas, enquanto Brandão apareceria apenas na sexta.

Além deste esclarecimento, o quarteto brasileiro começa com um trabalho instrumental, cujas atmosferas de progressivo sinfônico observam claramente as profundezas cósmicas das composições. É uma abordagem bem interessante, que, além de Yes, tem como referência o Camel mais “celestial” e o Happy the Man. O estilo certamente não segue o dos modelos tradicionais, e o disco é agradavelmente apreciado de se escutar.

Há duas trilhas longas no início e no final, “Órbita” e a faixa-título, quase dez minutos a primeira e pouco mais de treze a segunda, onde a proposta da banda está plenamente inserida. Estas são as peças com passagens mais difíceis, alterações de harmonia, frases individuais e exploração de habilidades expressivas, mesmo que em alguns momentos – como na primeira faixa – os temas se repitam, a banda preferiu mantê-los assim sem encurtar as composições. Se a passagem de abertura denota uma grande serenidade que nos empurra para olhar para o céu estrelado, a música de encerramento alterna fases tendencialmente épicas, com um sabor dramático, e sem desprezar passagens bem difíceis.

No meio, existem quatro outras músicas, variando entre três e cinco minutos. “Abismo Azul” é uma composição romântica e sonhadora onde se explora bastante com o piano, continuando entre sintetizador (bem afiado) e denotada inspiração do guitarrista, enquanto a seguinte “Aquântica” é definitivamente mais direta, desde a introdução com os tambores. Albuquerque é o protagonista da banda, entretanto certamente não prejudica as intervenções das seis cordas dando ainda maior variedade à composição. “Salinas” é mais leve e refinada, tendendo a jazz de clubs da “boa” sociedade, com o baixo marcante, abrindo para “Chronos”, onde Daniel Leite definitivamente se destaca.

Uma produção clara, com sons claros e profundos, em que os detalhes se destacam quase que como um grupo espacial, como de fato a inspiração do álbum parece sugerir. Dissemos que é muito agradável de se escutar, um fato que deve ser relembrado. Uma estreia em nada discreta, bastante melódica e nada enjoativa (menos ainda nas faixas curtas), o que não surpreende ter chamada a atenção da francesa Musea Records na Europa. Para dar continuidade à carreira, agora é necessário encontrar novos elementos que possam enriquecer ainda mais as composições.

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